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Frequência das vibrações sonoras

 


Quando as pregas vocais são mais curtas, com maior rigidez do corpo (músculo) e maior flacidez da cobertura (mucosa), a frequência diminui.

 

Veja - Frequência das vibrações sonoras:


 

Exemplos de vozes graves:

 

- 61,7Hz Monge tibetano 

 

- 87,3Hz Ezio Pinza (baixo)

 

 


Exemplos de vozes agudas

 

- 523,25HZ Jussi Bjorling (tenor)

 

-1.046,5Hz Eva Turner (soprano)

 

- 1.318,5Hz Miliza Korjus (soprano ligeira)

 

- 1.975,5Hz Mado Robin (soprano ligeira)


 

Se o cantor fizer uma escala descendente, pode-se notar que as cordas vocais ficam progressivamente mais curtas com maior contato. Nas notas agudas e graves, as pregas podem variar de 3 a 5 mm para mais ou menos do seu comprimento normal. Observe novamente as cordas vocais e repare como as pregas vocais se alongam para emitir notas mais agudas.

 

 

Assista os vídeos:

 

Pregas vocais - Crescendo:


Pregas vocais - Grave-Agudo:

 

Na realidade, a emissão de notas agudas e graves é muito variada e não há uma técnica uniforme entre os artistas líricos. Já vimos anteriormente que a pressão glótica e a amplitude da onda mucosa aumentam a frequência das vibrações, e, dessa forma, a altura do som.
Certamente, o papel dos formantes é fundamental para a altura da emissão de sons; este fato tem uma demonstração espetacular no canto gutural (também chamado de bi ou politonal) de nômades da Ásia Central em que, por meio do uso habilidoso de formantes, os cantores são capazes de reforçar os harmônicos de um som laríngeo grave, emitindo vários sons ao mesmo tempo.
O cantor, quase sempre masculino, emite um som grave em torno de 130 Hz, tonalidade gutural com fortes vibrações supraglóticas e, pela modificação do trato vocal, reforça vários harmônicos agudos, sendo que um, acima de 1000 Hz, é bem audível. O som modulado, melódico é agudo e dá a impressão de um assovio.

 

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Os músculos extrínsecos que levantam e abaixam a caixa da laringe mudam completamente as relações entre os diversos componentes e o comprimento do trato vocal.

Deste modo, interferem em todas as propriedades sonoras, principalmente na altura do som pela alteração das frequências de ressonância. O abaixamento da laringe é uma técnica usada por alguns profissionais para facilitar a emissão de agudos de forte intensidade, porém, sua ação exata não é conhecida. O mais provável é que, além de alongar o trato vocal, alarga o tubo laríngeo e ajusta sua abertura ao tubo faríngeo, que tem um diâmetro bem maior.

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